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Coronavírus: Unimed produz cápsula que reduz riscos de contaminação

27/11/2020 12:23 | Última atualização 27/11/2020 12:23
Coronavírus: Unimed produz cápsula que reduz riscos de contaminação
Cápsula foi testada pela equipe do hospital e está em fase final de ajustes

A Unimed Salto/Itu está em fase final de desenvolvimento do protótipo de uma cápsula de barreira para realização de ventilação não invasiva, que poderá ser mais uma grande aliada para o tratamento de pacientes internados com suspeita ou confirmação de covid-19. A cápsula foi planejada para manter um maior nível de isolamento e, com isso, reduzir as chances de contaminação, pois evita que possíveis partículas de covid-19 sejam dispersadas no ambiente hospitalar. Com isso, seus grandes benefícios são a sensação de segurança para os profissionais de saúde e a sensação de cuidado para o paciente.

Feita em vinil transparente, a cápsula é posicionada sobre a cabeça e os ombros do paciente internado. O equipamento tem dois orifícios nas laterais, para que os médicos e enfermeiros possam fazer todo o manejo e o cuidado ao paciente. “A cápsula é uma barreira a mais de proteção para evitar a contaminação do ambiente. É importante ressaltar que ela não substitui o uso dos EPI’s (equipamento de proteção individual) pela equipe de saúde. Todos os protocolos habituais de cuidados com o paciente também são mantidos”, explica a médica infectologista, Dra Marina Jabur.

Opção menos invasiva

O novo método é indicado para pacientes internados que precisem de uma concentração maior de oxigênio, e possibilita que o paciente receba uma ventilação não invasiva, ou seja, com máscara de suplementação de oxigênio, mas prevenindo a intubação. A tenda é apenas uma barreira para reduzir os riscos de contaminação, e não fornece medicação ou oxigênio para o paciente. “A cápsula é uma opção menos invasiva, que pode evitar a intubação de pacientes idosos ou com comorbidades, como câncer, por exemplo”, explica Marina. Sua utilização, no entanto, será avaliada caso a caso. Segundo a médica Marina Jabur, a cápsula não é indicada para pacientes que tenham claustrofobia – medo de ficar em lugares fechados – ou que tenham algum nível de rebaixamento do nível de consciência, e também não é indicada nos casos em que o paciente já tenha a real necessidade de intubação.

Inovação

Projetada por meio de uma parceria da Unimed com a empresa Samel e o Instituto Transire, a cápsula ainda está em fase de testes e por isso não é validada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O protótipo feito teve um custo de R$ 247, e agora está em fase de ajustes. A Unimed estima que serão produzidas entre 8 a 10 cápsulas, para uso nos leitos de UTI e em leitos que precisem de isolamento, a depender da experiência com o protótipo.  Por se tratar de um momento epidemiológico inesperado e pelo dinamismo dos protocolos, a utilização ou não da cápsula poderá ser reavaliada de acordo com o momento e o paciente tratado. “Ela é uma tentativa de melhorar as condições e as barreiras de proteção tanto para o profissional da saúde quanto para o paciente. Buscamos essa alternativa, pois neste momento de pandemia precisamos inovar e trazer soluções para proporcionar o melhor cuidado possível ao paciente”, explica o diretor executivo do hospital da Unimed Salto/Itu, Dr Flávio Vitale.


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